• Por Hellen e Monique

Meniscos do Joelho


Nosso corpo é uma máquina perfeita. Tudo tem lugar e função imprescindíveis para que possamos seguir saudáveis.

Assim como as bursas espalhadas em lugares estratégicos e os discos intervertebrais da coluna, os meniscos estão nos joelhos para diminuir o atrito, absorver impacto e aumentar a congruência entre a Tíbia e o Fêmur que sustentam todo nosso peso.

O que acontece é que os côndilos femorais são bem arredondados, convexos, enquanto os da tíbia são côncavos, porém rasos. Os meniscos são anéis fibrocartilaginosos que se encontram entre os dois ossos. Eles são planos na superfície tibial e côncavos na femural o que aumenta o contato articular, gerando mais estabilidade e funcionando como um coxim que dispersa e ameniza forças compressivas, pois distribuem o peso do corpo por uma superfície de contato maior.

Cada joelho possui dois meniscos, um medial e um lateral.

O medial é semicircular e mais aderido a superfície da tíbia, por isso é menos móvel comparado ao lateral sendo mais propenso a lesões. O lateral é quase circular e mais móvel.

As cargas compressivas são distribuídas em função da forma dos meniscos e fazem com que eles se expandam para "fora" da articulação. Quando há o excesso, essas estruturas podem se romper.

As lesões geram dor que podem aliviar e se intensificar dependendo do movimento realizado. Também pode haver edema e bloqueio articular.

O aro periférico dos meniscos é fundamental para a transmissão de cargas pela articulação, ou seja, para amenizar o impacto. Uma vez lesionados perdem essa função, portanto se houver o rompimento do aro, a estrutura está perdida. Neste caso, o procedimento cirúrgico é a meniscectomia total. Caso o aro esteja preservado o cirurgião opta pela parcial, o que é importante para evitar o bloqueio articular e a degeneração da articulação.

Quando o menisco é perdido a área de contato femoro-tibial diminui 75%, o que faz a carga se centralizar em uma pequena região danificando rapidamente a estrutura óssea e levando a artrose.

É preciso entender que a estabilidade articular, independente da articulação em questão, deve ser feita por trabalho muscular. As articulações possuem estruturas que ajudam na estabilidade, mas são secundárias à gerada por ação muscular, assim, para ter articulações saudáveis é importante ter músculos fortes e flexíveis. Por isso a fisioterapia tem um grande papel, já que atua na função muscular e no realinhamento articular.

Mais uma vez reforçamos a importância de manter uma rotina de exercícios sem esquecer que alongar é tão importante quanto fortalecer.

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