• Por Hellen e Monique

Mãos Ativas em Prol do Abdômen


abdominais no pilates

Como todos sabem o nome escolhido por Pilates para seu método foi Contrologia porque ele queria que seus clientes tivessem o controle da mente sobre o corpo. Esse nome realmente caiu como uma luva, pois Joseph criou diversas regras para levar os alunos a realizar os movimentos da forma correta, com domínio e eficiência, ou seja, o alemão estava no controle. :)

Alguns recursos foram pensados para guiar o praticante a centralizar suas forças no Power House. Joe não costumava dizer "acione transverso", ele levava seu cliente a contrair os músculos do Core mantendo-os alinhados usando o conceitos como o da Caixa (antes mesmo do exercício começar), fazendo com que eles expirassem até o fim (o que leva o transverso a contrair automaticamente), pedindo que mantivessem as pernas ativas em Base Pilates e também ensinando o jeito certo de apoiar a cabeça nas mãos durante os abdominais, o que faz toda a diferença para que este tipo de exercício seja realmente abdominal e não "pescoçal".

Hoje vamos falar um pouquinho sobre como manter as mãos trabalhando em prol do exercício abdominal e não rebocando o aluno para cima, forçando o pescoço e diminuindo a atividade dos abdominais, foco central do método.

Para começar o aluno deve colocar uma das mãos sobre a outra, ou seja, a palma de uma unida ao dorso da outra, e então levá-las a nuca. Os dedos mínimos devem ficar colados na base da cabeça (abaixo da protuberância occipital externa).

Os cotovelos se mantém abertos no plano da escapula (de 30 a 40 graus a frente do plano frontal), ou seja, devemos poder enxergá-los no canto dos olhos. Esta posição traz conforto a articulação dos ombros e evita que o úmero vá de encontro as estruturas coracoacromiais.

Esta é uma posição perfeita para tracionar a cabeça para cima, "como se quisesse arrancá-la". Desta forma evitamos o achatamento do pescoço. Enquanto isso, os ombros querem ir para longe das orelhas. É comum o aluno fazer a tração cervical os elevando, por isso a orientação deve ser usar a mesma força para girá-los para trás e para baixo. Assim, a cabeça foge dos ombros e vice e versa.

Com a tração sempre em mente, pode-se pedir que o praticante faça uma leve pressão da cabeça contra as mãos, evitando assim que o contrário ocorra.