Mãos Ativas em Prol do Abdômen

 

Como todos sabem o nome escolhido por Pilates para seu método foi Contrologia porque ele queria que seus clientes tivessem o controle da mente sobre o corpo. Esse nome realmente caiu como uma luva, pois Joseph criou diversas regras para levar os alunos a realizar os movimentos da forma correta, com domínio e eficiência, ou seja, o alemão estava no controle. :)

 

Alguns recursos foram pensados para guiar o praticante a centralizar suas forças no Power House. Joe não costumava dizer "acione  transverso", ele levava seu cliente a contrair os músculos do Core mantendo-os alinhados usando o conceitos como o da Caixa (antes mesmo do exercício começar), fazendo com que eles expirassem até o fim (o que leva o transverso a contrair automaticamente), pedindo que mantivessem as pernas ativas em Base Pilates e também ensinando o jeito certo de apoiar a cabeça nas mãos durante os abdominais, o que faz toda a diferença para que este tipo de exercício seja realmente abdominal e não "pescoçal".

 

Hoje vamos falar um pouquinho sobre como manter as mãos trabalhando em prol do exercício abdominal e não rebocando o aluno para cima, forçando o pescoço e diminuindo a atividade dos abdominais, foco central do método.

 

Para começar o aluno deve colocar uma das mãos sobre a outra, ou seja, a palma de uma unida ao dorso da outra, e então levá-las a nuca. Os dedos mínimos devem ficar colados na base da cabeça (abaixo da protuberância occipital externa).  

 

Os cotovelos se mantém abertos no plano da escapula (de 30 a 40 graus a frente do plano frontal), ou seja, devemos poder enxergá-los no canto dos olhos. Esta posição traz conforto a articulação dos ombros e evita que o úmero vá de encontro as estruturas coracoacromiais.

 

Esta é uma posição perfeita para tracionar a cabeça para cima, "como se quisesse arrancá-la". Desta forma evitamos o achatamento do pescoço. Enquanto isso, os ombros querem ir para longe das orelhas. É comum o aluno fazer a tração cervical os elevando, por isso a orientação deve ser usar a mesma força para girá-los para trás e para baixo. Assim, a cabeça foge dos ombros e vice e versa.

 

Com a tração sempre em mente, pode-se pedir que o praticante faça uma leve pressão da cabeça contra as mãos, evitando assim que o contrário ocorra.

 

É claro que não usamos os termos anatômicos para dar as instruções, pois os alunos não são familiarizados com eles, ao invés disto, lançamos mão das dicas verbais como "pense em arrancar a cabeça", "os cotovelos devem ser visto com o canto dos olhos", "ombros fugindo das orelhas"...

 

Se o instrutor perceber que o pilateiro anda "roubando" demais nos abdominais, deve ficar atento, pois isso pode ser um indicativo que o exercício está além das possibilidades daquele cliente e deverá ser substituído por uma variação mais simples ou deve-se diminuir o número de repetições.

 

Portanto, avise ao aluno que as mãos são amigas e não fazem serviço de reboque, nem de ladrão.

 

Ah, vale lembrar que essa mesma posição e intenção serve para todos os exercícios que as mãos vão a nuca. 

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